Clint Eastwood é um astro que envelhece de uma maneira invejável. Muitos atores e diretores de hollywood gostariam de envelhecer como ele. Ator irrepreensivel por mais de cinqüenta anos, diretor irretocável por mais de vinte… um verdadeiro ícone vivo. Enquanto seu velho coração pulsa, ele vai realizando - e sempre uma obra prima atrás da outra.
Este fim de semana vi Gran Torino e como eu já esperava, me emocionei. Sempre me emociono com os filmes do velhão. Lembro-me de ter chorando a cântaros ao ver Um Mundo Perfeito.
Gran Torino nos faz pensar, nos seus primeiros momentos, que o antigo personagem Dirty Harry está de volta velho, aposentado, amargurado, furioso, beberrão de cerveja, e pronto para resolver qualquer parada na porrada e na bala mesmo sem reflexos e sem agilidade. A medida em que Clint vai manobrando o filme, logo percebemos que temos que creditar na conta deste filho de ferreiro, mais um drama inteligente e sensível, que apresenta questionamentos profundos sobre a bondade na natureza humana, sobre o ato de envelhecer; sobre a própria condição do típico americano branco: hoje em dia, cada vez mais ilhado em uma América miscigenada e plural. O final é surpreendente e para realiza-lo, Clint volta a evocar o espírito de Dirty Harry – só que desta vez, usando a violência como um meio para um fim pacífico: uma violência às avessas.
Como em todos os seus outros filmes da fase sensível, a música de Gran Torino é boa e bem cuidada. O tema principal foi composto pelo nosso astro em parceria com Jamie Cullum.
E aqui vai o clip direto do Youtube para você se lembrar do filme (se já o viu, claro) ou simplesmente ficar com mais vontade ainda de ir correndo ao cinema para assisti-lo. Vale a pena, com certeza!






No momento em que cada vez mais precisamos de uma mãozinha dos amigos e da gentileza dos estranhos para viver mais felizes, vejo um filme tocante, onde um jovem dos anos 90 resolve negar completamente este tipo de idéia. Para Alex, graduado em direito e com um futuro brilhante como profissional, nada disso importa – e a experiência ruim que teve com seus pais briguentos só reforça sua idéia fixa: para o homem ser feliz, basta-lhe o mínimo; convivo social não trás felicidade, apenas o homem, isolado, vivendo unicamente da natureza, pode experimentar o conforto espiritual.