Hellboy 2 e Barry Manilow: I Can’t Smile Without You

Confesso, nunca fui muito chegado ao personagem Hellboy.

Mesmo sabendo das referências cruzadas do personagem criado por Mike Mignola com o mundo da literatura de H. P. Lovecraft (que eu adoro), nunca havia lido sequer uma de suas estórias em quadrinhos – para minha vergonha de comic reader.

Mas, com as adaptações dirigidas por Guilhermo Del Toro para o cinema, eu passei a enxergar o personagem de outro ângulo.

Na primeira adaptação, Del Toro praticamente tira as tintas dos comics e poe todas as cores do mundo do papel no celulóide e realiza com competência a apresentação do vermellhão para os que preferem cinema ao invés de gibis – e não desagradou os gibizeiros não, viu? Esse episódio funciona mesmo como uma apresentação do personagem, já que vai debulhando as camadas que montam a história do “diabo bacana”.

Em Hellboy 2 – The Golden Army, Del Toro deitou e rolou. Usando todo seu pozinho mágico, o feiticeiro  – que levou para as telas o genial Labirinto do Fauno – cria uma atmosfera de fantasia ao extremo e povoa toda a seqüência com criaturas bizarras, que só poderiam sair da mente febril do diretor mexicano mais louco do momento. Você vai vendo o filme e é inevitável imagina-se num grande baile à fantasia intergaláctico, onde os bichos, criaturas mais entranhas do universo, além de suas aparências surreais, ainda estão usando por cima de suas faces, máscaras de aspectos inconcebíveis. O filme é marcante nesse ponto, mas os demais acabam funcionado muito bem, pois há um equilíbrio perfeito do diretor entre ação e humor. Vale a pena ver. Para mim, o melhor dos dois.

Agora, mais surreal que qualquer criatura esdrúxula criada por Del Toro é a cena hiper hilária e mais arriscada do filme. Arriscada por que só mesmo um cara louco com Del Toro ousaria encaixá-la na película sem estragar todo o resto. Trata-se do momento em que  o personagem/criatura Abe Sapien, apaixonado pela princesa Elf, bêbado, com Hellboy, canta “I Can’t Smile Without You” de Barry Manilow a pleno pulmões. Sarcástico, irônico, surreal. Um momento para ficar para história.

Eu como sou fã do triângulo Manilow/Del Toro/ Comics, me acabei de rir na sala de cinema nessa hora. Essa cena pagaria meu ingresso, se o restante do filme não prestasse. Se bem que eu entrei de graça, né? Esqueci. (risos)

Para quem saiu do cinema pensando consigo mesmo, “que musica é essa? Onde eu a encontro?”,  ai vai o “crássico”.

Um comentário sobre “Hellboy 2 e Barry Manilow: I Can’t Smile Without You

  1. [Eu como sou fã do triângulo Manilow/Del Toro/ Comics, me acabei de rir na sala de cinema nessa hora.]

    Nunca percibí ese fanatismo (ironía)…!!!

    [Essa cena pagaria meu ingresso, se o restante do filme não prestasse.]

    Realmente la escena debe ser valiosa…

    [Se bem que eu entrei de graça, né? Esqueci. (risos)]

    La mejor acotación…!!!

    Un abrazo!

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