Na Natureza Selvagem

into-the-wild-coverNo momento em que cada vez mais precisamos de uma mãozinha dos amigos e da gentileza dos estranhos para viver mais felizes, vejo um filme tocante, onde um jovem dos anos 90 resolve negar completamente este tipo de idéia. Para Alex, graduado em direito e com um futuro brilhante como profissional, nada disso importa – e a experiência ruim que teve com seus pais briguentos só reforça sua idéia fixa: para o homem ser feliz, basta-lhe o mínimo; convivo social não trás felicidade, apenas o homem, isolado, vivendo unicamente da natureza, pode experimentar o conforto espiritual.

Movido pela experiência familiar frustrada, inspirado pelos seus heróis dos livros de Leon Tolstói, Henry David Thoreau e Jack London, Alex parte em uma jornada silenciosa. Na realidade, uma fuga rumo ao Alaska mais selvagem com o firme propósito de provar para ele mesmo – e para os outros – que a vida que vale a pena é a vida solitária. No caminho conhece gente interessante; interage com pessoas que lhe inspiram, ajudam, advertem e entendem seus propósitos – e acima de tudo, o amam.

Quando finalmente encontra seu santuário selvagem, Alex se descobre radiante; espectador único de uma beleza impar.

Aos poucos, sua incursão filosófica através da alma, tendo a natureza como tutora, vai revelando-lhe a verdade – que ele vai registrando por meio de um diário. As respostas vão surgindo, os “monstros” vão sendo confrontados; logo ele saberá completamente que tudo que precisava saber, poderia ter conseguido bem longe dali, no início da jornada. Não teria sido necessário ir tão longe para descobri, ironicamente, o que de repente passar a ser tão obvio: “nenhuma felicidade é felicidade quando não pode ser compartilhada”. E a liberdade absoluta não existe.

Mas se ele não tivesse indo tão distante teria vivido a maior aventura de sua vida? Teria ido até as últimas conseqüências em busca do que profundamente acreditava? Tenho certeza que não.

Emile Hirsch interpreta Alex numa atuação quase hipnótica e Sean Penn, ainda um idealista, mais uma vez mostra que saber lidar muito bem com filmes de temas fortes, polêmicos e marcantes.

Na Natureza Selvagem (Into the wild). Um filme daqueles que você ver e fica remoendo por um bom tempo – não se faz tantos filmes assim hoje em dia. Recomendo!

A Trilha Sonora está a cargo de ninguém menos que Eddie Vedder, do Pearl Jam. E dela eu deixo como dica, “Society”.

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2 comentários sobre “Na Natureza Selvagem

  1. Me atrajo y llamo la atención la critica hecha a esta película!
    Parece ser interesante y si es recomentada por el “postador” debe de ser realmente buena!

  2. meu amigo, após uma indicação primorosa dessa, fiquei altamente interessado em ver esta película; parabéns pelo blog.

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